Ojulgamento sobre o registro de candidatura do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) a Governador da Paraíba gerou controvérsia no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A juíza Giovanna Castro Lemos Mayer votou a favor da impugnação da chapa, divergindo do relator do caso.
Minutos após o posicionamento da magistrada, vieram à tona nas redes sociais fotografias em que Giovanna Mayer aparece ao lado do ex-governador João Azevêdo (PSB) e familiares durante uma viagem à Europa. João é candidato ao Senado e principal apoiador da chapa do governador e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP).
A proximidade revelada expõe a tensão institucional no estado e levanta questionamentos entre os eleitores, uma vez que a decisão afeta diretamente o principal adversário político do grupo liderado pelo ex-governador.
Divergência e surpresa no TRE-PB
Giovanna Mayer foi a terceira a votar no colegiado e divergiu frontalmente dos argumentos dos juízes Rodrigo Marques, relator, e Kéops de Vasconcelos Amaral. Ambos já haviam se posicionado contra a tese do Ministério Público Eleitoral (MPE) que originou o pedido de impugnação.
A ação do MPE foi recebida com surpresa no meio político por fundamentar o pedido em investigações contra familiares de Cícero. A legislação eleitoral, no entanto, exige condenação prévia para configurar o impedimento de uma candidatura, fato que não existe contra o ex-prefeito neste processo.
O impacto do pedido de vista no desfecho eleitoral
Com o tribunal dividido e a isenção do voto questionada pelo vazamento das imagens, o cenário permanece em aberto. O juiz Rodrigo Clemente pediu vista, suspendendo a análise do processo, que deve ser retomada na próxima sexta-feira.
A Corte ainda aguarda os votos de Clemente, da juíza federal Helena Fialho e dos desembargadores João Benedito e Márcio Murilo. O tribunal precisará definir o futuro do candidato do MDB sob forte escrutínio público, lidando com a pressão de um julgamento que agora transcende os autos e domina o debate político na Paraíba.




