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Digimais corre risco de ser liquidado pelo Banco Central

A operação realizada pela PF (Polícia Federal) contra o Digimais aumenta o risco de o Banco Central determinar a liquidação do banco, que pertence ao bispo Edir Macedo.

A autoridade monetária conduziu um processo interno sobre a instituição e teria identificado irregularidades cometidas por gestores, como manobras de contabilidade e o desrespeito a medidas corretivas determinadas.

Os resultados da fiscalização foram compartilhados com a PF e contribuíram para embasar a investigação.

Caso a liquidação seja determinada, será mais uma semelhança do caso Digimais com o Banco Master, que teve a medida extrajudicial decretada em 18 de novembro de 2025, um dia após prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a PF, a diretoria do Digimais adotou o mesmo modus operandi do Master e replicou a prática de superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado.

A suspeita é de que ocorreram manipulações nos balanços com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração de carteiras de crédito.

O Banco Central constatou infração às normas nas reavaliações de patrimônio ainda em 2023.

A autoridade monetária determinou a reversão das rendas com o objetivo de que os valores das cotas retornassem ao custo de aquisição, de R$ 71 milhões.

O registro de patrimônio após sucessivas transferências de fundos chegou ao patamar de R$ 741 milhões em questão de meses.

Diante disso, a PF narra que o Digimais solicitou o parcelamento do impacto na contabilidade ao longo de cinco anos.

A despeito da determinação do BC, o banco firmou um contrato de compra e venda a prazo das cotas de fundos com a sua controladora, a B.A. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES, pelo valor total de R$ 741 milhões, sem que houvesse ingresso de recursos no caixa da instituição financeira, com previsão de pagamento estipulada para o ano de 2032 e com a reversão das provisões que haviam sido determinadas pelo Banco Central.

Procurado, o BC não quis se manifestar sobre a possibilidade de liquidação extrajudicial.