As eleições de 2026 marcaram o fim de ciclo para alguns dos nomes mais tradicionais da política brasileira.
Figuras como Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Esperidião Amin (PP-SC) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) não conseguiram se reeleger ao Senado, enquanto outros, como José Dirceu (PT-SP) e Jorge Viana (PT-AC), tentaram retornar à política e também fracassaram nas urnas.
Dolci divide o eleitorado e os candidatos em grupos. Segundo ele, o primeiro bloco é o dos políticos tradicionais, que mais sofreram neste ciclo eleitoral. “Esse bloco é o que mais sofreu”, afirmou Dolci, referindo-se aos nomes que não conseguiram se reeleger ou retornar à política.
O segundo bloco identificado por Dolci é o dos chamados “políticos influencers”, perfis que, segundo ele, “estouraram as votações”. Entre os exemplos citados estão Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL-SP) e Eduarda Campopiano (PL-SP).
Para o analista, esses candidatos conseguiram entender um novo formato que tem atraído o eleitor: “É uma mobilização contínua da política, é um contato contínuo com esses perfis, é uma comunidade política organizada em torno de canais contínuos de comunicação”, explicou.
Conexão digital como diferencial nas urnas
Dolci destacou que os novos parlamentares bem-sucedidos nas urnas apresentam uma conexão intensa com seus canais digitais e com suas comunidades ideológicas.
“A gente percebe uma conexão muito grande desses novos perfis de parlamentares muito ligados aos seus canais digitais, de alguma forma também muito conectados com as suas comunidades ideológicas e políticas, falando com elas, trocando com elas, e parece que esse modelo deu muito certo”, avaliou.
Em contrapartida, o analista identificou um terceiro bloco: o das celebridades que, apesar de possuírem grande número de seguidores nas redes, não constroem comunidades políticas organizadas.
Para Dolci, ter audiência digital não é suficiente se ela não estiver centralizada em questões políticas. Esse cenário, segundo ele, explica tanto a queda dos perfis mais tradicionais quanto a expressiva votação obtida pelos chamados políticos influencers.
Com CNN




