Por Jonildo Cavalcanti.
A recente rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal impôs uma dura derrota política ao governo Lula, expondo a fragilidade de sua articulação no Legislativo. Entre os votos que selaram o revés, a bancada da Paraíba refletiu a fragmentação das alianças regionais. O senador Efraim Filho (União) manteve sua postura de oposição, votando contra o nome indicado, enquanto Veneziano Vital do Rêgo (MDB) seguiu fiel à base governista, confirmando seu voto favorável.
Contudo, o maior holofote recaiu sobre a senadora Daniella Ribeiro (PSD). Ao não revelar seu voto, a parlamentar alimentou críticas sobre uma postura ambígua que tem marcado sua atuação em Brasília. Enquanto no Congresso Daniella frequentemente se distancia das pautas do PT e do Palácio do Planalto, nos bastidores da política paraibana o cenário é inverso: a senadora busca costurar o apoio fundamental do presidente Lula e da federação petista para a futura candidatura de seu filho, o vice-governador Lucas Ribeiro, ao Governo do Estado.
Esse comportamento de “dois mundos” coloca a senadora em uma posição delicada perante um eleitor paraibano cada vez mais atento e esclarecido. A estratégia de votar contra os interesses do governo federal na capital, enquanto solicita o capital político do mesmo grupo na Paraíba, pode ser interpretada como oportunismo. Resta saber como a população reagirá a essa incoerência pragmática, em um momento onde a transparência e a firmeza ideológica são cobranças crescentes nas urnas.
Você acredita que essa estratégia de silêncio da senadora pode fortalecer ou isolar a futura candidatura de Lucas Ribeiro no estado?
Redação.




