O cantor João Lima completa, nesta quinta-feira (26), um mês preso no Presídio do Roger, em João Pessoa, após ser denunciado por agressões contra a ex-esposa, a médica Raphaella Brilhante. A Justiça da Paraíba ainda vai julgar um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do artista.
O pedido de liberdade foi protocolado no dia 30 de janeiro pelo corpo de advogados do cantor. No entanto, até o momento, o recurso ainda não foi analisado.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) já emitiu parecer contrário à soltura. Segundo o órgão, os fatos indicam “uma escalada vertiginosa no comportamento violento” e apontam que “o comportamento do agente já demonstra efetivamente a propensão ao desrespeito”.
O relator do caso no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) é o desembargador João Benedito. No habeas corpus, a defesa alega ausência de fundamentação para a manutenção da prisão.
Após a detenção, João Lima foi encaminhado ao pavilhão destinado a presos por crimes enquadrados na Lei Maria da Penha. Atualmente, o setor abriga cerca de 60 detentos por violência doméstica.
Inicialmente, o cantor permaneceu cinco dias no chamado regime de “reconhecimento”, período em que ficou isolado. Posteriormente, passou a ter direito a receber visitas.
A decisão sobre o pedido de liberdade ainda não tem data definida para julgamento.



