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Caso Master: procuradores querem que PGR peça “explicações” de Dias Toffoli

Procuradores que tiveram acesso ao material apreendido do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, já iniciaram a pressão e querem que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, peça “explicações” ao ministro Dias Toffoli.

O movimento de bastidores dentro da PGR aponta que “há elementos para que o ministério público cobre diretamente o ministro”. Investigadores da polícia federal confirmaram que nas 200 páginas de relatório entregues ao Supremo “há indicativos de pagamentos depois revertidos à Toffoli”.

Eles se referem a diálogos entre Daniel Vorcaro e o cunhado, Fabiano Zettel, apontado pela corporação como “operador financeiro” do banqueiro.

Investigadores afirmam que as datas informadas por Toffoli não batem com os pagamentos dos fundos ligados ao dono do Master: segundo o ministro, a participação no Resort foi vendida ao fundo do cunhado de Vorcaro em 2021, mas as mensagens de pagamentos encontradas no celular do banqueiro foram feitas 3 anos depois.

De acordo com delegados, Toffoli não é investigado, porque como tem foro privilegiado, isso dependeria de pedido da PGR e de autorização do próprio Supremo.