A Groenlândia não aceitará “sob nenhuma circunstância” a possibilidade dos Estados Unidos se apoderarem da ilha e intensificará seus esforços para garantir sua defesa por parte da Otan, declarou nesta segunda-feira (12) o governo groenlandês.
“Os Estados Unidos reiteraram o seu desejo de tomar posse da Groenlândia. O Governo de Coalizão da Groenlândia não pode aceitá-lo sob nenhuma circunstância”, afirmou em comunicado.
A fala ocorre em meio à investida do presidente norte-americano, Donald Trump, para fazer com que a ilha do Ártico, que pertence à Dinamarca, se torne parte dos EUA. Na semana passada, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta expressando seu apoio à Dinamarca e à Groenlândia.
Um grupo de países europeus está discutindo planos para reforçar sua presença militar na ilha para fazer frente às ameaças de anexação feitas por Trump, segundo a agência de notícias norte-americana Bloomberg. O governo da Groenlândia confirmou os esforços da Otan para assegurar o status da ilha.
Europa prepara plano para caso de invasão dos EUA à Groenlândia
“Diante da postura muito positiva adotada por seis países membros da Otan em relação à Groenlândia, o Naalakkersuisut (governo da ilha) intensificará seus esforços para garantir que a defesa da Groenlândia seja integrada no âmbito da Otan”, completou o comunicado.
O governo do primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen enfatizou que o país pretende “permanecer sempre como parte da aliança de defesa ocidental”.
Nesse contexto, em que balanceiam a ameaça com o fato dos EUA serem aliados históricos, líderes da Otan buscam mostrar uma alternativa à Casa Branca para buscar uma solução à crise que não envolva o conflito armado. O secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, disse que está discutindo com os aliados os próximos passos para aumentar a segurança da região do Ártico.
No domingo, Trump reiterou que os Estados Unidos se apoderariam do território “de uma forma ou de outra”, afirmando que “precisa de um título de propriedade”. Ele também zombou da capacidade defensiva da Groenlândia. Anteriormente, ele havia reconhecido que poderia ter que escolher entre preservar a integridade da aliança militar ou controlar o território dinamarquês.
O presidente norte-americano também ameaçou a Groenlândia para fazer um acordo.



