{"id":8207,"date":"2026-01-14T13:43:52","date_gmt":"2026-01-14T16:43:52","guid":{"rendered":"https:\/\/radiomangabeirafm.com.br\/site\/?p=8207"},"modified":"2026-01-14T13:43:52","modified_gmt":"2026-01-14T16:43:52","slug":"medo-generalizado-90-temem-ser-vitima-de-violencia-em-joao-pessoa-aponta-icp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiomangabeirafm.com.br\/site\/2026\/01\/14\/medo-generalizado-90-temem-ser-vitima-de-violencia-em-joao-pessoa-aponta-icp\/","title":{"rendered":"Medo generalizado: 90% temem ser v\u00edtima de viol\u00eancia em Jo\u00e3o Pessoa, aponta ICP"},"content":{"rendered":"<p>Nove entre cada dez pessoas que moram em Jo\u00e3o Pessoa tem algum n\u00edvel de medo de ser v\u00edtima de viol\u00eancia ao circular pelas ruas da capital. O dado consta em pesquisa realizada pelo\u00a0<strong>Instituto Click de Pesquisa (ICP)<\/strong>, entre os dias 5 e 22 de novembro, trazendo um verdadeiro mapa da sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a de quem vive na capital paraibana, e serve como balizador de atitudes que podem ser tomadas pelos poderes p\u00fablicos e pela pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa,\u00a0<strong>90% responderam que t\u00eam algum medo de ser v\u00edtima de algum crime em Jo\u00e3o Pessoa<\/strong>, revelando que por mais a\u00e7\u00f5es que sejam adotadas, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem mais a sensa\u00e7\u00e3o de tranquilidade de antigamente. Destes,\u00a0<strong>8,4% revelaram MEDO EXTREMO<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>26,1% MUITO MEDO<\/strong>. Apenas\u00a0<strong>9,4% responderam que n\u00e3o tem MEDO ALGUM<\/strong>\u00a0de ser v\u00edtima de um crime.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O medo de ser v\u00edtima de viol\u00eancia atinge \u00edndices ainda maiores entre as mulheres. Na estratifica\u00e7\u00e3o dos dados por g\u00eanero, a pesquisa apontou que, entre as mulheres pesquisadas, cerca de 95,2% tem algum medo, sendo que, destas, 9,52% tem MEDO EXTREMO.<\/p>\n<div class=\"!border-t !border-b !border-gray-200 !py-2 !relative !z-10 !mb-4\">\n<div class=\"not-prose related-posts-reset !mb-4 !grid !grid-cols-12 !gap-2\">\n<div class=\"!col-span-12 !grid !grid-cols-12 !gap-4\">\n<div class=\"!col-span-12 md:!col-span-4 !relative\">\n<article class=\"bg-background-primary md:overflow-hidden mb-4 mb-4\">\n<div class=\"!grid !grid-cols-12 !overflow-hidden\">\n<div class=\"!col-span-12 !mt-2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<div class=\"!col-span-12 md:!col-span-4 !relative\">\n<article class=\"bg-background-primary md:overflow-hidden mb-4 mb-4\">\n<div class=\"!grid !grid-cols-12 !overflow-hidden\">\n<div class=\"!col-span-12 !mt-2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<div class=\"!col-span-12 md:!col-span-4 !relative\">\n<article class=\"bg-background-primary md:overflow-hidden mb-4 mb-4\">\n<div class=\"!grid !grid-cols-12 !overflow-hidden\">\n<div class=\"!col-span-12 !mt-2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Aproximadamente 71% se sentem inseguros nas ruas<\/h2>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a reflete o medo da viol\u00eancia atestado pela pesquisa. O Instituto quis saber sobre o sentimento de seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o ao circular de dia e \u00e0 noite pelas ruas de Jo\u00e3o Pessoa. A pesquisa revela que\u00a0<strong>70,9% sentem algum n\u00edvel de inseguran\u00e7a<\/strong>\u00a0em estar no meio da rua. Destes,\u00a0<strong>22,1% se sentem MUITO INSEGUROS<\/strong>.<\/p>\n<p>As mulheres tamb\u00e9m apresentaram n\u00fameros ainda maiores de inseguran\u00e7a. No total, aproximadamente\u00a0<strong>26% delas consideram-se MUITO INSEGURAS<\/strong>.<\/p>\n<p>Curiosamente, a mesma pesquisa aponta que 70,7% dos entrevistados nunca foram ou tiveram algu\u00e9m da fam\u00edlia v\u00edtimas de algum crime nos \u00faltimos 12 meses. Apenas\u00a0<strong>12,2% disseram ser v\u00edtimas de algum crime<\/strong>, a exemplo de assalto, roubo ou viol\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p>O que demonstra, na vis\u00e3o da pesquisadora T\u00e2mara Monique, respons\u00e1vel pela consulta junto com o estat\u00edstico e professor da UFPB, Hem\u00edlio Coelho, que \u201co medo n\u00e3o decorre apenas de experi\u00eancias diretas, mas de um ambiente simb\u00f3lico alimentado por not\u00edcias, relatos pr\u00f3ximos, redes sociais e percep\u00e7\u00e3o generalizada de risco\u201d.<\/p>\n<h2>Medo faz 70,5% mudarem h\u00e1bitos de vida em Jo\u00e3o Pessoa<\/h2>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a captada pela pesquisa do ICP n\u00e3o fica apenas no campo dos sentimentos. Ela se traduz em a\u00e7\u00f5es concretas por parte da popula\u00e7\u00e3o, que passa a tomar alguma provid\u00eancia para evitar virar estat\u00edstica de crime. De acordo com a pesquisa realizada pelo ICP, 70,5% dos entrevistados mudaram algum h\u00e1bito de vida por medo da viol\u00eancia, seja deixando de sair \u00e0 noite, evitando alguns locais ou instalando c\u00e2meras. Destes, 44,2% disseram que fazem isso COM FREQU\u00caNCIA.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cIsso mostra que o medo n\u00e3o \u00e9 abstrato. Ele reorganiza a vida social, restringe circula\u00e7\u00e3o, impacta lazer, trabalho informa, encontros familiares e o uso do espa\u00e7o p\u00fablico\u201d, destaca a pesquisadora T\u00e2mara Monique.<\/em><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nove entre cada dez pessoas que moram em Jo\u00e3o Pessoa tem algum n\u00edvel de medo de ser v\u00edtima de viol\u00eancia ao circular pelas ruas da capital. 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